Onde encontrar o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro da ANCINE

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O Anuário 2025 foi publicado em 2026. Anotei onde encontrar o documento oficial e o que observar para não confundir edição, publicação e período dos dados.

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Por que fui procurar o Anuário

Quis descobrir onde encontrar o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro da ANCINE, sem confundir a notícia de lançamento com o documento. Durante a pesquisa, outra diferença chamou minha atenção: o ano no título não é necessariamente o ano em que a publicação ficou disponível.

Deixei aqui meu registro dos endereços oficiais e dos critérios que usaria para escolher a edição de uma pesquisa.

Onde está o documento oficial

O endereço para encontrar as edições é a página Anuário do Audiovisual Brasileiro, no Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA). O catálogo apresenta links para os arquivos em PDF e identifica título, formato, data de publicação, ano de referência e tipo de arquivo.

Já a notícia da ANCINE sobre o Anuário 2025 apresenta destaques da edição e informa sua disponibilidade no OCA. Ela descreve uma publicação com indicadores e séries históricas sobre exibição, produção, trabalho e distribuição de conteúdo.

Minha distinção é esta: uso a notícia para entender o que a edição destaca; para localizar o arquivo e conferir a identificação da edição, uso o catálogo.

O detalhe principal: referência não é publicação

Organizei os campos oficiais em uma pequena tabela de consulta. As datas abaixo aparecem no catálogo do OCA e na notícia da ANCINE, respectivamente.

InformaçãoRegistro da edição 2025Como entra na minha pesquisa
Ano de referência no catálogo2025É o campo que consulto ao procurar essa edição.
Data de publicação no catálogo28/08/2026Indica quando a publicação foi registrada, não que seu ano de referência seja 2026.
Data da notícia da ANCINE31/08/2026Identifica a divulgação; não substitui a data apresentada pelo catálogo.

Essa separação evita uma conclusão que eu não poderia sustentar: chamar o documento de “Anuário 2026” apenas porque foi publicado naquele ano.

Como eu aplicaria isso em uma pesquisa

Exemplo hipotético: suponho que esteja preparando um trabalho sobre o parque exibidor brasileiro em 2025 e encontre a divulgação datada de 2026. Eu não descartaria a edição por essa diferença: o catálogo identifica expressamente 2025 como ano de referência.

Para essa pergunta, a própria notícia oferece um recorte: informa 3.544 salas e 886 complexos em 2025, comparados a 3.510 salas e 866 complexos em 2024. Esses números podem sustentar uma comparação entre os dois anos, desde que eu mantenha separadas as duas unidades — salas e complexos.

Mas, se a pergunta do trabalho mudasse para emprego no setor em 2025, minha decisão também mudaria. O destaque sobre mercado de trabalho na notícia apresenta números sem explicitar ali o ano-base. Eu não os classificaria automaticamente como dados de 2025 só por estarem na divulgação dessa edição. Para usar esse indicador com um ano definido, seria necessário conferir sua referência no documento.

A diferença entre as duas situações não é preferência de fonte: é a presença ou ausência do período explícito no trecho consultado.

O que fui procurar depois

Também quis saber se havia edições anteriores. O catálogo do OCA reúne anos de referência de 2012 a 2025. As entradas de 2012 a 2021 aparecem como “Anuário Estatístico do Cinema Brasileiro”; as de 2022 a 2025, como “Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro”.

Isso me dá um ponto de partida para localizar publicações antigas, mas não comprova que todos os indicadores sejam comparáveis ao longo de todo o catálogo. Para uma série histórica, eu precisaria verificar a definição e o período do indicador nos documentos escolhidos.

Meu registro fica, portanto, centrado em duas páginas oficiais: a notícia para conhecer os destaques e o catálogo para localizar as edições. Não trato os destaques da divulgação como substitutos da leitura das tabelas e de suas notas.

Fontes que consultei